{"id":11,"date":"2021-02-10T17:09:21","date_gmt":"2021-02-10T20:09:21","guid":{"rendered":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/?p=11"},"modified":"2021-02-15T17:39:56","modified_gmt":"2021-02-15T20:39:56","slug":"hplc-cuidados-com-a-fase-movel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/assuntos-regulatorios\/hplc-cuidados-com-a-fase-movel\/","title":{"rendered":"Dissolu\u00e7\u00e3o para f\u00e1rmacos de baixa solubilidade"},"content":{"rendered":"\n<p>Est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil de se desenvolver produtos com mol\u00e9culas de alta solubilidade, o que traz um desafio maior para o desenvolvimento do m\u00e9todo de dissolu\u00e7\u00e3o. Dentre as BCS\u2019s de baixa solubilidade, podemos ter as subdivis\u00f5es que podem auxiliar no entendimento do perfil obtido e at\u00e9 na justificativa perante a ANVISA. Podem-se citar as seguintes subdivis\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>a)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;BCS IIa \u2013 baixa solubilidade em pH 1,2 e alta em TP 6,8 &#8211; Ex: Valsartana (m\u00e9todo sem tensoativo na f\u00f3rmula e m\u00e9todo)<\/p>\n\n\n\n<p>b)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;BCS IIb \u2013 alta solubilidade em pH 1,2 e baixa em TP 6,8 \u2013 Ex: Domperidona (m\u00e9todo sem tensoativo na f\u00f3rmula e m\u00e9todo)<\/p>\n\n\n\n<p>c)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;BCS IIc \u2013 baixa solubilidade em toda a faixa \u2013 Ex: Celecoxibe, tadalafila (m\u00e9todo com tensoativo na f\u00f3rmula e m\u00e9todo)<\/p>\n\n\n\n<p>Nos primeiros 2 casos (a e b), podemos obter at\u00e9 um perfil muito r\u00e1pido, acima de 85% em 15 minutos no pH mais favor\u00e1vel, o que dificulta as justificativas para a escolha, mas, de acordo com a pr\u00f3pria RDC 31, todos os par\u00e2metros devem ser desafiados a fim de se obter uma condi\u00e7\u00e3o ideal e discriminativa para a formula\u00e7\u00e3o teste. J\u00e1 para o item c, fatalmente ser\u00e1 necess\u00e1rio o uso de tensoativo, j\u00e1 que o f\u00e1rmaco possui uma baixa solubilidade em toda a faixa de pH fisiol\u00f3gico e um perfil adequado s\u00f3 seria atingido com a ajuda destes agentes, por\u00e9m, estes devem ser titulados a fim de se usar a menor qtd para n\u00e3o perder o poder discriminativo do m\u00e9todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos onde o produto refer\u00eancia utilize tensoativo na formula\u00e7\u00e3o (lauril, polisorbato ou docusato), o ideal que se fa\u00e7a uma quantifica\u00e7\u00e3o deste tensoativo para que possam usar a mesma quantidade, pois, como sabem, a qtd de tensoativo diferente gera uma solubilidade diferente e principalmente uma biodisponibilidade diferente. Portanto, s\u00f3 utilizem tensoativo em suas formula\u00e7\u00f5es caso o refer\u00eancia tamb\u00e9m utilize.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de se utilizar tensoativo na formula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o podemos usar tensoativo no m\u00e9todo de dissolu\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 uma pergunta que sempre recebo e inclusive em algumas exig\u00eancias. A recomenda\u00e7\u00e3o inicial \u00e9 sempre desafiar o m\u00e9todo sem tensoativo, para ent\u00e3o inserir pequenas quantidades at\u00e9 a obten\u00e7\u00e3o de um perfil capaz de obter uma % razo\u00e1vel para a defini\u00e7\u00e3o de uma especifica\u00e7\u00e3o e especialmente capaz de discriminar formula\u00e7\u00f5es com altera\u00e7\u00f5es que possam gerar um impacto negativo ao produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para exemplificar, um&nbsp;estudo de Candesartana que \u00e9 considerado um f\u00e1rmaco de BCS IIc, onde o REF n\u00e3o utilizava tensoativo, o estudo de bioequival\u00eancia com 3 bra\u00e7os (T1, T2 x REF) foi conduzido, j\u00e1 que os perfis de dissolu\u00e7\u00e3o indicavam uma similaridade apenas entre o T2 e REF, sendo que o teste 1 \u00e9 sem tensoativo e o teste 2 \u00e9&nbsp;com tensoativo na f\u00f3rmula, e esta diferen\u00e7a reproduziu Invivo conforme os resultados abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00d8&nbsp;Cmax T1\/REF \u2013 110% (100 \u2013 120)<\/p>\n\n\n\n<p>\u00d8&nbsp;Cmax T2\/REF \u2013 120% (110 \u2013 132)<\/p>\n\n\n\n<p>Com tudo isso, fiquem atentos no desenvolvimento de seus m\u00e9todos de dissolu\u00e7\u00e3o para esta classe de f\u00e1rmacos, utilizando corretamente as recomenda\u00e7\u00f5es descritas na RDC 31, mas tamb\u00e9m o bom senso para elaborar os testes e as justificativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou interessado, converse conosco, podemos te ajudar na solu\u00e7\u00e3o dos seus problemas relacionados a dissolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil de se desenvolver produtos com mol\u00e9culas de alta solubilidade, o que traz um desafio maior para o desenvolvimento do m\u00e9todo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11"}],"collection":[{"href":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41,"href":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11\/revisions\/41"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dissam.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}